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Estou passando aqui para agradecer o afastamento...

Quando a admiração virou disputa e o silêncio virou defesa?   Existe um tipo de rivalidade feminina que não grita, não confronta e não assume nome. Ela se instala em silêncio, disfarçada de admiração. Começa como elogio, evolui para comparação e termina como desgaste. Não explode infiltra. E quando percebemos, a relação já virou um campo minado emocional.   A admiração, quando atravessada pela lógica da escassez, apodrece rápido. A beleza da outra passa a incomodar. O reconhecimento alheio vira provocação. O sucesso deixa de ser inspiração e se transforma em ameaça. A pergunta nunca é “o que isso diz sobre ela?”, mas sempre “o que isso diz sobre mim?”. É aí que o afeto perde espaço e o cálculo assume o controle.   Não aprendemos a competir do nada. Fomos treinadas. E a cultura teve um papel decisivo nisso. Em 2004, Mean Girls transformou a rivalidade feminina em linguagem pop: hierarquias sociais, exclusão disfarçada de pertencimento, afeto condicionado à performance. A ...

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Até que ponto a performance é saudável?